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Glossário: todos os termos das estatísticas deste site
Todas as páginas de estatísticas e de concursos deste site usam os termos aqui definidos. Cada jogo tem as suas particularidades (os intervalos e listas concretas de cada um estão no guia do respetivo jogo), mas as definições são as mesmas em todo o lado.
Propriedades de uma chave
Soma: a soma dos números principais da chave. Os números especiais (estrelas, número da sorte, número de sonho) não entram na soma.
Pares e ímpares: quantos números da chave são pares e quantos são ímpares. Escrevemos sempre pela ordem pares-ímpares: a figura 2-3 significa 2 pares e 3 ímpares.
Baixos e altos: a divisão do intervalo do jogo em duas metades. Um número é baixo se pertence à metade inferior. A fronteira exata depende do jogo e está no guia de cada um. Escrevemos pela ordem baixos-altos: 3-2 significa 3 baixos e 2 altos.
Amplitude: a diferença entre o maior e o menor número da chave. Uma chave 7, 12, 19, 30, 41 tem amplitude 34.
Dezenas: os grupos 1-10, 11-20, 21-30 e seguintes, até ao máximo do jogo. Usamos “dezena” no sentido corrente dos jogos de números, contando o 10 na primeira dezena, o 20 na segunda, e assim por diante.
Terminações: o algarismo das unidades de cada número. O 7, o 17 e o 47 têm todos a terminação 7.
Consecutivos: números seguidos dentro da chave, como 23 e 24 (um par seguido) ou 30, 31 e 32 (um trio seguido).
Repetidos do sorteio anterior: quantos números da chave já tinham saído no sorteio imediatamente anterior do mesmo jogo.
Desvio padrão: uma medida de quão espalhados estão os números da chave. Uma chave concentrada (11, 13, 14, 17, 19) tem desvio padrão baixo; uma chave espalhada (2, 14, 25, 38, 49) tem desvio padrão alto.
Conjuntos de números
Primos: números maiores do que 1 divisíveis apenas por 1 e por si próprios: 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47. A lista aplicável a cada jogo é a parte desta que cabe no intervalo do jogo.
Números de Fibonacci: a sequência em que cada número é a soma dos dois anteriores: 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34.
Números de Lucas: uma sequência semelhante à de Fibonacci com outro ponto de partida: 1, 2, 3, 4, 7, 11, 18, 29, 47.
Quadrados perfeitos: números que resultam de multiplicar um inteiro por si próprio: 1, 4, 9, 16, 25, 36, 49.
Múltiplos de 10: 10, 20, 30, 40 e, nos jogos que lá chegam, 50.
Estes conjuntos entram nas estatísticas porque muita gente os usa como critério ao escolher números, não porque tenham qualquer influência no sorteio.
Medidas estatísticas
Frequência (ou saídas): quantas vezes um número saiu no histórico completo do jogo.
Ausência (ou atraso): há quantos sorteios um número não sai. A ausência atual conta desde a última saída até hoje; a maior ausência de sempre é o maior jejum que esse número alguma vez teve.
Mediana: o valor do meio de uma lista ordenada. Metade dos sorteios ficou abaixo, metade acima.
Percentil: a posição de um valor face ao histórico. Uma soma no percentil 90 é maior do que a soma de 90% de todos os sorteios já realizados.
Quentes, neutros e frios: os números divididos em três grupos pela frequência total: o terço que mais saiu, o intermédio e o que menos saiu. É uma descrição do passado; nos sorteios seguintes, números quentes e frios saem exatamente à taxa do acaso.
Observado e teórico
Observado: a percentagem de sorteios reais do jogo com determinada característica.
Teórico: a percentagem que essa característica tem em todas as combinações possíveis do jogo, calculada por matemática exata. Se 32,6% de todas as combinações possíveis têm 2 pares e 3 ímpares, esse é o valor teórico da figura 2-3.
As diferenças entre observado e teórico são ruído estatístico: com mais sorteios, o observado aproxima-se do teórico. Quando neste site os dois aparecem lado a lado, é para mostrar precisamente isso.
Figuras
A figura é a composição exata de uma chave numa propriedade, para lá de um mínimo e um máximo. Exemplos: na paridade, a figura 3-2 (3 pares, 2 ímpares); nas dezenas, a figura 2-2-1 (dois números numa dezena, dois noutra, um numa terceira); nas terminações, a figura 1-1-1-1-1 (terminações todas diferentes); nos consecutivos, “um par seguido”. As figuras possíveis dependem do formato de cada jogo e estão enumeradas nas páginas de estatísticas.
Perfil típico e filtros
O perfil típico de um jogo é o conjunto de intervalos onde cai a grande maioria das chaves sorteadas: soma entre certos valores, 1 a 4 números pares, e assim por diante. A chave é o objeto completo, números principais mais números especiais, e o perfil inclui por isso as propriedades dos especiais com poder discriminante: no Euromilhões, a soma das estrelas, as estrelas consecutivas e as repetidas do sorteio anterior; no Totoloto e no EuroDreams, a repetição do valor face ao sorteio anterior. As restantes propriedades dos especiais (paridade, metades) constam das tabelas de figuras, porque nesses universos pequenos qualquer valor é típico e um intervalo não filtraria nada. Cada página de concurso compara a chave sorteada com este perfil, e o futuro gerador usará estes intervalos e figuras como filtros.
Uma chave fora do perfil não é uma anomalia: os intervalos cobrem tipicamente 90% dos sorteios, o que significa que cerca de 1 em cada 10 sorteios reais fica fora de algum deles.
Agrupamentos
Pares e trios: combinações de números que saíram juntos na mesma chave. Cada sorteio de 5 números produz 10 pares e 10 trios (a chave de 6 números do EuroDreams produz 15 e 20). As estatísticas de agrupamentos contam quantas vezes cada par ou trio saiu junto e há quantos sorteios um par não sai.
Esperado uniforme: o valor que uma estatística teria se tudo fosse perfeitamente equilibrado. Se um jogo tem 1225 pares possíveis e o histórico produziu 16 000 pares, o esperado uniforme é cerca de 13 saídas por par. Os desvios reais à volta deste valor são o ruído normal do acaso.
Ciclo completo
O ciclo completo mede quantos sorteios são precisos até todos os valores possíveis de um número especial (as estrelas, o número da sorte, o número de sonho) saírem pelo menos uma vez. Quando sai o último valor em falta, o ciclo fecha e começa outro. É o clássico problema do colecionador de cromos, com valor teórico calculável, e as páginas de estatísticas mostram os ciclos históricos e o estado do ciclo atual, incluindo os valores que ainda faltam sair.
Os números especiais e as suas figuras
As estrelas do Euromilhões, por serem duas, formam um par com figuras próprias: paridade (2-0, 1-1, 0-2), metades (estrelas baixas, 1 a 6, e altas, 7 a 12), consecutivas ou não, e a repetição face ao sorteio anterior. O número da sorte do Totoloto e o número de sonho do EuroDreams, por serem extrações únicas, não têm figuras internas; as suas estatísticas são a paridade, as metades, as repetições e o ciclo completo.
A nota que acompanha tudo
Nenhum destes conceitos prevê o que sai a seguir. Cada sorteio é independente e todas as combinações têm a mesma probabilidade, sempre. As estatísticas descrevem o passado; a única utilidade prática defensável dos filtros é estética (escolher o perfil das chaves que joga) e, marginalmente, evitar combinações muito jogadas por outras pessoas, o que não muda a hipótese de ganhar mas pode reduzir a partilha do prémio em caso de acerto. Explicamos esta distinção no guia sobre as probabilidades reais dos jogos.